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TEM DIAS QUE PALAVRAS ALHEIAS FALAM MELHOR POR NÓS

Meus Bons Amigos
Barão Vermelho

Meus bons amigos, onde estão?
Notícias de todos quero saber
Cada um fez sua vida
De forma diferente
Às vezes me pergunto
Malditos ou inocentes?

Nossos sonhos, realidades
Todas as vertigens, crueldades
Sobre nossos ombros
Aprendemos a carregar
Toda a vontade que faz vingar
No bem que fez prá mim
Assim, assim
Me fez feliz, assim...

O amor sem fim
Não esconde o medo
De ser completo
E imperfeito...

Meus bons amigos, onde estão?
Notícias de todos quero saber
Sobre nossos ombros
Aprendemos a carregar
Toda a vontade que faz vingar
No bem que fez prá mim
Assim, assim
Me fez feliz, assim...

O amor sem fim
Não esconde o medo
De ser completo
E imperfeito
Não, não, não
O amor sem fim
Não esconde o medo
De ser completo
E imperfeito...
Observado por Marcelo Silva em 26/09/2008 21:49 |
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O TELEFONE TOCOU...


Seu Gervásio já tem um fígado recondicionado lhe filtrando os líquidos do organismo. A biblioteca espírita foi toda devorada nos três anos de espera. Agora o ritmo da leitura deve diminuir, já que parte do tempo livre ele pretende gastar saracutiando pela cidade.
Observado por Marcelo Silva em 12/09/2008 19:24 |
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LA VITA É BELA!!!

Basta saber procurar nos lugares certos que o encanto da vida está sempre lá. Às vezes as nuvens cobrem o Sol, o dia fica frio e escuro e chuvoso, mas isso é necessário para que as plantas se desenvolvam e tragam o nosso alimento, o ar fique mais puro para nossa respiração. Se conseguirmos enxergar isso, não praguejaremos as nuvens cinzentas, e até as agradeceremos.

Sem contar que elas nos fazem perceber a beleza da luz quando volta. Se não fosse a falta dela, não a desejaríamos tanto.
Observado por Marcelo Silva em 09/09/2008 01:20 |
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NASCIMENTO

Chegou o momento de morrer e nascer de novo. Morre aquele que nunca deveria ter nascido, e nasce aquele que nunca deveria ter morrido.

E é hoje que este parto entra em cartaz. Não perca.
Observado por Marcelo Silva em 05/09/2008 01:21 |
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Orgulho
Arrogância
Onipotência
Egoísmo
Descaso

E o pulso ainda pulsa...
Observado por Marcelo Silva em 01/09/2008 01:12 |
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A FALTA DA VELHA PERUA
Foi uma luta controlar o diabetes desde os dezesseis anos de idade. Todo dia, quatro espetadas no dedo para o teste de glicemia de dona Gilda. De manhã, após o almoço, jantar, e pouco antes de dormir. Para doer menos, as injeções de insulina, aplicadas de manhã, à tarde e à noite, são feitas na coxa. Quando perde o controle, sua frio, sente tontura e os pais, já velhinhos, correm com ela para o hospital. Tudo isso já tem trinta e um anos. Há oito, a insistência do diabetes venceu os rins. Sem funcionar, Dona Gilda não urina mais há tempos. Pode tomar no máximo, meio copo americano de água por dia. Às segundas, quartas e sextas, acorda às 3h30, pega o ônibus e vai para a cidade vizinha fazer hemodiálise. É na perua da Prefeitura que fez as mais importantes amizades da vida. Dona Renilda tem o mesmo problema, e faz o mesmo percurso nos mesmos dias. Com dramas e rotinas tão parecidas, descobriram também que são primas de terceiro grau. Já Dolores, a gorda mal-humorada, ocupa dois lugares da perua. Só reclama do início ao fim do percurso, mas ao contrário do que pretendia, sua rabujice só diverte as demais companheiras de sofrimento. Na cadeira da hemodiálise, cada uma faz o que mais lhe agrada. Dona Gilda assiste os primeiros telejornais da manhã enquanto o rim mecânico filtra seu sangue. Dona Renilda fica por dentro de tudo que vai acontecer nas novelas com a revistinha que sempre rouba na recepção e leva lá pra dentro. Dolores prefere ficar falando mal da prefeitura, que não troca a velha perua, cheia de nheco-nhecos, há nove anos no percurso. Mas todas têm algo em comum: dormem na cadeira, depois de uma hora, no máximo.
-Apesar do sofrimento, é aqui que eu vivo de verdade! Antes eu não tinha amigas, hoje, tenho verdadeiras irmãs – comenta dona Gilda, com o sorriso desfalcado dos molares.
Ela sempre resistiu ao transplante. Tinha medo de trocar pâncreas e rins ao mesmo tempo.
-- Deve ser um cortão... – imagina ela.
Mas um dia, de tanto falar, a irmã a convenceu a aceitar. Veio a internação, a cirurgia, o período de recuperação. Dona Renilda foi visitá-la, e nem deixou que ela percebesse a pontinha de inveja que sentiu da prima que finalmente se livraria da hemodiálise. Dolores não foi, mas telefonou para desejar uma boa recuperação.
O tempo passou, o corte cicatrizou, mas a vida de Dona Gilda nunca mais voltou a ser normal. Não que ela não tenha se livrado das viagens e do rim mecânico, pelo contrário. Agora ela podia comer doces à vontade, beber litros e litros de suco de carambola, seu preferido.
Mas ela cada vez menos via as amigas. Certa vez fingiu sentir-se muito mal só para tentar pegar a perua da hemodiálise, mas uma nova paciente já ocupava seu banco. Ela foi entristecendo a cada dia, e para compensar a carência comia cada vez mais. Em seis meses, já havia engordado vinte quilos.
Em uma manhã, a mãe foi chamá-la no quarto, já depois das 11 horas, algo incomum pra quem sempre pulava da cama antes das sete. Mas dona Gilda mal conseguia se mover. Faltava-lhe o ar, os olhos estavam esbugalhados. Foi um corre-corre atrás de socorro. Quando chegou ao hospital, o médico mal teve tempo de constatar qual era o problema. Infarto. O problema era o excesso de comida, a gordura, a falta de exercícios, mas principalmente a falta de das viagens com as amigas. O novo pâncreas produz insulina, mas não produz amizade . O rim que chegou não filtrou a tristeza da falta da rotina de sofrimento. Quando as marcas da agulha da hemodiálise finalmente sumiram do braço dela, o coração parou de bater.
Observado por Marcelo Silva em 15/08/2008 21:21 |
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Depois de oito dobras consecutivas, finalmente um expediente normal. E Barretos já está chegando. Estou só o pó da rabiola, morto, moído. Meu reino por uma cama!!!

A frequência aqui no blog não vem sendo diária. Pra falar a verdade, essa nem é a intenção. Pretendo vir aqui duas, três vezes por semana. Se não estiver dobrando, venho mais.

De modo que minha participação depende do humor do meu chefe!

Observado por Marcelo Silva em 14/08/2008 16:43 |
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